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37ª Edição - Ryan Opaz - O vinho natural em Portugal.

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Paulo Coutinho
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(@paulo-coutinho)
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Gostaria de obter uma perceção de como os consumidores portugueses encaram o Mundo do Vinho Natural, do ponto de vista de um americano a viver no Porto. Apesar de ser uma tendência global, noto uma clara resistência por parte dos consumidores portugueses. A nossa conversa não se limitou apenas ao vinho, e conhecendo o Ryan como conheço, seria impossível restringir o diálogo apenas a esse tema, pois o Ryan Opaz também partilha da ideia de que o Vinho não se resume à fermentação da uva! Assim, navegamos entre Vermutes, Sidras, Gin, Infusões... Afinal, ele é um verdadeiro mestre na arte das misturas! Um BlendCraftsman!

 

O theLab é, sem dúvida, uma garrafeira, mas está longe de corresponder à ideia convencional que um típico consumidor português tem sobre o que é uma garrafeira. Aqui, respira-se vinho, mas mesmo no universo do vinho, a diversidade de cores e os rótulos chamativos por si só já constituem uma imagem diferenciadora. Em vez dos típicos aromas resinosos de caixas de madeira de vinho, o aroma é dominado por especiarias, ervas... um laboratório onde é possível ter contato com o mundo, cheirando e provando.

 

Uma das missões do theLab é dar a conhecer ao público novas abordagens, mas, sobretudo, novos aromas e sabores que foram produzidos ou elaborados num ambiente mais respeitador do meio ambiente. Existe uma clara preocupação em apresentar o produto, com forte ênfase na história que o envolve e nos seus ideais.

 

A nossa conversa em grupo foi algo tranquila, o que confirma que o mundo do vinho natural é ainda um terreno pouco explorado. Há alguma resistência, penso eu, motivada apenas por alguns maus exemplos e preços por vezes exagerados, como se isso não acontecesse no chamado mundo convencional!

 

Saio desta conversa convicto de que fiz o que me competia perante o meu grupo de amigos. Sinto que deveria levantar um pouco do véu que cobre este assunto, mostrando que estão a perder uma oportunidade de descobrir um Mundo diferente. Não digo Mundo melhor ou pior, mas algo que não devemos negligenciar em explorar e, com isso, desenvolver a nossa capacidade própria de avaliação, diria mesmo a capacidade de reavaliação de padrões que, queiramos ou não, foram desenvolvidos com base no que se foi instituindo ao longo de gerações, como "normal".  

 

Base V, 4 de Janeiro 2024

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