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36ª Edição - Cláudia Camacho - Desbravando o conceito de análise sensorial.

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Paulo Coutinho
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(@paulo-coutinho)
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Receber a Cláudia Camacho num ambiente criado por pessoas ligadas ao vinho e onde por diversas vezes se fala e discute a forma exagerada como por vezes se descreve um vinho, foi como receber uma amiga. 

Começamos por abordar a sua ligação à curadoria e gestão de arte, onde deu para perceber de onde vem por vezes o seu discurso onde recorre não só a aspetos que nos ligam à pintura, mas a outras manifestações artísticas como a música.

 

Foi ficando claro que um perfumista poderia ser o "enólogo" para a perfumaria, assim com o enólogo, poderia ser também ele o "perfumista" para o vinho.

O seu primeiro "vinho" chama-se Mystery. A primeira fragrância criada pela Cláudia com matérias-primas naturais. O primeiro de uma trilogia dedicada a Sintra.

Com um atelier em Alcântara, realiza eventos olfato vínicos, onde cheiram e provam vinhos, bem como analisam essências utilizando a pirâmide, topo, coração e fundo, referenciando a analogia dos aromas primários, secundários e terciários.  

Falamos sobre as dificuldades em se extrair essências de alguns dos "descritores" utilizados nas descrições dos vinhos, nomeadamente as violetas e morangos, mas penso que ficou claro que estes dois casos refletem dois casos idênticos na dificuldade em se extrair essência característica do fruto, mas que diferem na apreciação do aroma deles.

No caso da violeta, é clara a sua dificuldade em se identificar o seu aroma, porque as pessoas não deverão ter o verdadeiro padrão memorizado! A única violeta odorífera é a de Parma, e as restantes africanas não têm aroma! 

Pois na perfumaria, não conseguem extrair essências da flor, e a que extraem da folha não têm o aroma característico da Violeta.

No morango a dificuldade na perfumaria é a mesma! Mas penso que ficou claro que o aroma de morango é claro para a maioria das pessoas, apesar de os atuais de supermercado não possuem qualquer aroma...

Felizmente que os adultos ainda o recordam e que nos permite distinguir os naturais dos manipulados comercialmente.

Essa memória olfativa ou a vivência e hábitos de exercitar a memória e o olfato é muito importante, para a análise sensorial.

Falamos ainda do caso do Ládano (resina extraída da esteva), em que um participante dos eventos olfato vínico, o conseguiu reconhecer, dada a sua convivência com o produto enquanto criança em trás os montes.

Tivemos pois um diálogo frutífero, muito positivo, que nos permitiu reforçar a forma como analisamos um vinho e não só!

Temos que passar a usufruir mais o momento e saber escutar... escutar as nossas experiências e emoções. 

Obrigado a todos os que participaram nesta edição do Base V.

 

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