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            <title>
									Artigos/Opinião - Paulo Coutinho Wine Forum				            </title>
            <link>https://paulocoutinho.wine/community/artigos-opiniao/</link>
            <description>Paulo Coutinho Wine Discussion Board</description>
            <language>pt-PT</language>
            <lastBuildDate>Tue, 05 May 2026 07:24:49 +0000</lastBuildDate>
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            <ttl>60</ttl>
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                        <title>Pastoreio na Vinha - Escolha sustentável e desejável!</title>
                        <link>https://paulocoutinho.wine/community/artigos-opiniao/pastoreio-na-vinha-escolha-sustentavel-e-desejavel/</link>
                        <pubDate>Tue, 13 Feb 2024 23:38:07 +0000</pubDate>
                        <description><![CDATA[&quot;Sou produtor de vinho biológico na Região Demarcada do Douro, em duas áreas distintas com cerca de 1 hectare cada. Uma com 32 anos, sistematizada em patamares situada no meio do vale do Rio...]]></description>
                        <content:encoded><![CDATA[<p>"Sou produtor de vinho biológico na Região Demarcada do Douro, em duas áreas distintas com cerca de 1 hectare cada. Uma com 32 anos, sistematizada em patamares situada no meio do vale do Rio Pinhão, certificada pelo método de produção biológica desde 2016, a Vinha da Fonte. A outra em altitude, a Vinha do Borrajo, próxima ao limite da região, mais jovem, com 8 anos e certificada desde 2021. A mais antiga possui certificação há 8 anos.</p>
<p> </p>
<p>Consciente da importância de introduzir a componente animal em explorações regenerativas ou biodinâmicas, mesmo que não seja obrigatório na produção biológica, considero relevante a sua utilização sempre que possível, independentemente do método de produção. Acredito nas vantagens evidentes da integração animal… se estes existirem naturalmente na exploração, contribuindo para uma visão holística da produção, com foco na sustentabilidade económica, social e ambiental.</p>
<p> </p>
<p>O desafio inicial para quem não possui animais na exploração reside em encontrar quem os tenha. Obviamente que numa exploração no meio de um vale abrupto no Douro, a distância habitual dos rebanhos torna a tarefa mais complexa. Pelo que, após dois anos de procura, consegui incorporar o pastoreio, mas na vinha junto a zonas de pastagem e portanto, no limite da região demarcada. No entanto foi necessário enfrentar os desafios comuns a quem lida com prestadores de serviços externos em atividades de pequena dimensão.</p>
<p> </p>
<p>Será fascinante acompanhar as diferenças entre uma vinha adulta, com anos de práticas regenerativas, e uma vinha mais jovem beneficiando da integração de rebanhos. Ambas compartilham objetivos comuns, como promover o desenvolvimento de biodiversidade, incrementar a saúde do solo e fechar o ciclo de nutrientes para reduzir a dependência de fertilizantes químicos, além de capturar carbono.</p>
<p> </p>
<p>A introdução do rebanho, foi feita durante o repouso vegetativo da videira e antes da operação de poda, que proporcionou uma vantagem prática notória, a facilidade de a realizar com a vegetação mais baixa, o que não apenas beneficia o podador, mas também quem remove a lenha resultante. A escolha estratégica envolve não triturar a lenha diretamente na parcela, preservando assim o enrelvamento. Vale ressalvar que a lenha é triturada nos caminhos de serviço, e posteriormente parte dela é incorporada na mistura de compostagem juntamente com outros resíduos da exploração.</p>
<p> </p>
<p>Outra vantagem significativa é que durante o inverno, algumas ervas apresentam um desenvolvimento mais pronunciado do que outras, dependendo do seu ciclo e da resposta à disponibilidade de água e temperaturas no outono. O pastoreio possibilita a regulação desses crescimentos, estimulando em alguns casos uma resposta mais vigorosa por parte das raízes para a recomposição da vegetação e a formação de um enrelvamento mais amplo e robusto.</p>
<p> </p>
<p>Vale a pena observar que a prática que adoto para controlar o enrelvamento durante o período de vegetação da vinha geralmente envolve um ou dois cortes, enquanto no período de prefloração o enrelvamento é tombado, não sendo cortado. Recorro a um cilindro, permitindo que a vegetação se desenvolva até à formação de sementes, assegurando assim a sua presença no ano seguinte. Essa abordagem não apenas protege eficazmente o solo durante os dias quentes de verão, mas também contribui para a preservação da escassa água que possa cair.</p>
<p> </p>
<p>A principal vantagem que me motivou a adotar o pastoreio, é inequivocamente o que o rebanho incorpora. No presente caso, 60 ovelhas percorreram quase um hectare ao longo de 4 dias, deixando para trás detritos (urina e fezes) que, ao decompor-se, enriquecerão o solo com fertilização orgânica, aumento da matéria orgânica para melhorar a estrutura do solo e intensificação da atividade microbiana. Esses microrganismos contribuirão para a decomposição da matéria orgânica, fortalecendo o ciclo de nutrientes e estimulando a vida de organismos que promovem descompactação, arejamento e decomposição da matéria orgânica.</p>
<p> </p>
<p>Além disso, é crucial não subestimar o papel da saliva deixada pelas ovelhas na vegetação e no solo. Estamos a falar de enzimas e microrganismos que auxiliam na decomposição, sais minerais como potássio e sódio fundamentais para o crescimento das plantas, nitrogénio na forma de ureia como fonte adicional, juntamente com fatores de crescimento, hormonas e pH regulado na saliva. Não podemos esquecer que esses elementos também desempenham um papel crucial na formação de agregados, potencializando ainda mais os benefícios para a saúde do solo.</p>
<p> </p>
<p>E, como um eco da vida pulsante que a agricultura biológica promove, durante este período, testemunhei o nascimento de dois cordeiros. Esse evento, ressalta a riqueza da vida que o pastoreio sustentável pode trazer à nossa jornada agrícola. Ao nutrir a terra, também nutrimos as histórias vivas que ela tem para contar.</p>
<p> </p>
<p>Ainda, não devemos negligenciar o facto de que numa produção de vinho diferenciado, natural e respeitador do meio ambiente, a saúde do solo e da planta são essenciais para o resultado final, o vinho. Este deve ser um reflexo autêntico de uma produção natural, desprovida de fatores externos para que possa ter um forte sentido de lugar.</p>
<p> </p>
<p>Por último, partilho a abordagem utilizada para conduzir o gado dentro da parcela. Ao contrário do que muitos possam presumir, a sua condução não foi totalmente livre. Dividimos a área em 3 zonas, que foram sendo trabalhadas de acordo com a vontade do rebanho de se alimentar, que diminui ao longo do dia. Por vezes, abandonava-se uma secção para concluir o objetivo de corte no dia seguinte, momento em que o rebanho não hesitaria em comer, mesmo que fosse uma área menos “apetitosa”.</p>
<p> </p>
<p>Esta abordagem revelou-se uma experiência digna de ser replicada, e certamente continuarei a fazê-lo, inclusive intensificando os esforços para implementá-la na vinha mais antiga. Encorajo veementemente todos aqueles que tenham a oportunidade a incorporar o pastoreio no seu processo produtivo.</p>
<p>Sejam bem-vindos ao caminho da regeneração… Saúde!" </p>
<p>in Revista A Voz do Campo - Fevereiro 2024</p>
<div id="wpfa-12395" class="wpforo-attached-file"><a class="wpforo-default-attachment" href="//paulocoutinho.wine/wp-content/uploads/wpforo/default_attachments/1707867487-Pastoreio-Voz-do-Campo.pdf" target="_blank" title="Pastoreio-Voz-do-Campo.pdf"><i class="fas fa-paperclip"></i>&nbsp;Pastoreio-Voz-do-Campo.pdf</a></div>]]></content:encoded>
						                            <category domain="https://paulocoutinho.wine/community/artigos-opiniao/">Artigos/Opinião</category>                        <dc:creator>Paulo Coutinho</dc:creator>
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				                    <item>
                        <title>Vinho do Porto para Iniciantes – Adenda I (Porto Pink)</title>
                        <link>https://paulocoutinho.wine/community/artigos-opiniao/vinho-do-porto-para-iniciantes-adenda-i-porto-pink/</link>
                        <pubDate>Sun, 14 Jan 2024 11:53:58 +0000</pubDate>
                        <description><![CDATA[Na sequência do meu artigo anterior, &quot;Vinho do Porto para Iniciantes&quot;, partilhado em novembro de 2023, recebi algumas observações que mereceram concordância da minha parte. 
Pelo que decidi...]]></description>
                        <content:encoded><![CDATA[<p><strong>Na sequência do meu artigo anterior, "Vinho do Porto para Iniciantes", partilhado em novembro de 2023, recebi algumas observações que mereceram concordância da minha parte. </strong></p>
<p><strong>Pelo que decidi retomar o tema e de alguma forma redimir-me dessa falha explorando o Porto Pink e fazendo uma pequena abordagem sobre o Crusted.</strong></p>
<p>Espero que gostem, e obrigado pelo contributo.</p>
<div id="wpfa-12389" class="wpforo-attached-file"><a class="wpforo-default-attachment" href="//paulocoutinho.wine/wp-content/uploads/wpforo/default_attachments/1705233238-Vinho-do-Porto-adenda-1.pdf" target="_blank" title="Vinho-do-Porto-adenda-1.pdf"><i class="fas fa-paperclip"></i>&nbsp;Vinho-do-Porto-adenda-1.pdf</a></div>]]></content:encoded>
						                            <category domain="https://paulocoutinho.wine/community/artigos-opiniao/">Artigos/Opinião</category>                        <dc:creator>Paulo Coutinho</dc:creator>
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                    </item>
				                    <item>
                        <title>A Engenharia na Vinha e no Vinho</title>
                        <link>https://paulocoutinho.wine/community/artigos-opiniao/a-engenharia-na-vinha-e-no-vinho/</link>
                        <pubDate>Tue, 05 Dec 2023 09:56:04 +0000</pubDate>
                        <description><![CDATA[Após a minha participação nos Roteiros de Engenharia, organizados pela Ordem dos Engenheiros da Região Norte de dia 21 de Novembro 2023, onde debatemos o tema “A Engenharia na Vinha e no Vin...]]></description>
                        <content:encoded><![CDATA[<p>Após a minha participação nos Roteiros de Engenharia, organizados pela Ordem dos Engenheiros da Região Norte de dia 21 de Novembro 2023, onde debatemos o tema “A Engenharia na Vinha e no Vinho”, senti a necessidade de aprofundar o assunto, pois nem sempre é possível abordar todos os pontos de vista dentro do limite de tempo de uma mesa redonda moderada!</p>
<p>Pelo que deixo no ficheiro em anexo uma breve reflexão do que penso que poderia ser um envolvimento das engenharias neste sector.</p>
<p>Apenas um contributo...</p>
<div id="wpfa-12381" class="wpforo-attached-file"><a class="wpforo-default-attachment" href="//paulocoutinho.wine/wp-content/uploads/wpforo/default_attachments/1701770164-Roteiros-de-Engenharia.pdf" target="_blank" title="Roteiros-de-Engenharia.pdf"><i class="fas fa-paperclip"></i>&nbsp;Roteiros-de-Engenharia.pdf</a></div>]]></content:encoded>
						                            <category domain="https://paulocoutinho.wine/community/artigos-opiniao/">Artigos/Opinião</category>                        <dc:creator>Paulo Coutinho</dc:creator>
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                    </item>
				                    <item>
                        <title>Vinho do Porto para Iniciantes - Nov 2023</title>
                        <link>https://paulocoutinho.wine/community/artigos-opiniao/vinho-do-porto-para-iniciantes-nov-2023/</link>
                        <pubDate>Tue, 28 Nov 2023 17:08:39 +0000</pubDate>
                        <description><![CDATA[Compartilho, no arquivo anexo, duas maneiras de organizarmos as diversas categorias de Vinho do Porto. 
Proporciono uma abordagem que nos auxilia a organizar mentalmente essas categorias, v...]]></description>
                        <content:encoded><![CDATA[<p><span>Compartilho, no arquivo anexo, duas maneiras de organizarmos as diversas categorias de Vinho do Porto. </span></p>
<p><span>Proporciono uma abordagem que nos auxilia a organizar mentalmente essas categorias, visando aproveitar ao máximo essa incrível bebida. Ainda dicas e considerações úteis.</span></p>
<p><span>Votos de uma excelente leitura, e já agora acompanhado do seu Porto preferido!</span></p>
<div id="wpfa-12379" class="wpforo-attached-file"><a class="wpforo-default-attachment" title="Vinho-do-Porto-para-Iniciantes.pdf" href="//paulocoutinho.wine/wp-content/uploads/wpforo/default_attachments/1701191319-Vinho-do-Porto-para-Iniciantes.pdf" target="_blank" rel="noopener"><i class="fas fa-paperclip"></i> Vinho-do-Porto-para-Iniciantes.pdf</a></div>]]></content:encoded>
						                            <category domain="https://paulocoutinho.wine/community/artigos-opiniao/">Artigos/Opinião</category>                        <dc:creator>Paulo Coutinho</dc:creator>
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				                    <item>
                        <title>Sustentabilidade: Ser versus Parecer - Revista Grandes Escolhas - Agosto 2023</title>
                        <link>https://paulocoutinho.wine/community/artigos-opiniao/sustentabilidade-ser-versus-parecer-revista-grandes-escolhas-agosto-2023/</link>
                        <pubDate>Tue, 28 Nov 2023 14:02:56 +0000</pubDate>
                        <description><![CDATA[As expressões relacionadas à produção vitivinícola proliferam atualmente como cogumelos. Após o ultimato de alguns mercados, que decretaram que até 2025 quem não obtivesse uma &#039;certificação ...]]></description>
                        <content:encoded><![CDATA[<p>As expressões relacionadas à produção vitivinícola proliferam atualmente como cogumelos. Após o ultimato de alguns mercados, que decretaram que até 2025 quem não obtivesse uma 'certificação verde' não venderia uma única garrafa, o fenômeno de 'greenwashing' popularizou-se. O que se tornou uma tendência, não apenas no setor vitivinícola, mas em todos os discursos empresariais, é o termo 'Sustentabilidade'. Tanto que o termo às vezes é usado em campanhas sem sustentação real, resultando em uma espécie de 'banho verde' ou apropriação injustificada de virtudes ambientalistas.</p>
<p>Ao menos o termo ganhou destaque, e o 'banho verde' está a contribuir para conscientizar as pessoas.</p>
<p>Desde a minha formação em agricultura biológica em 2012, tenho explorado diversas abordagens de produção. Permacultura e agricultura sintrópica foram as primeiras filosofias que investiguei.</p>
<p>Posteriormente, estudei a biodinâmica, que me conduziu a novas práticas, como a homeopatia na agricultura, a influência dos astros e a utilização de preparados como complemento aos tratamentos da vinha.</p>
<p>Recentemente, surgiu a agricultura regenerativa, que pode ser aplicada de forma abrangente a todas as filosofias produtivas, desde que tenham como objetivo a regeneração dos solos, visando capturar carbono, recuperar a vida e restabelecer a atividade microbiológica do solo.</p>
<p>Confesso que é com esse movimento que retorno ao tema de outras filosofias de produção às quais nunca dei muita importância, como o agropastoreio e a gestão de pastagens. Entrei em contato com nomes que desconhecia, como Alain Savory e John Kempf. Faço parte de um grupo no WhatsApp chamado 'Vinha Regen', onde tenho interagido com colegas da viticultura, funcionando como uma universidade aberta. Aprendo diariamente algo novo e hoje tenho uma confiança reforçada na capacidade dos profissionais da viticultura nacional.</p>
<p>Como produtor, também me associei à Associação de Viticultura Regenerativa (Espanha) com o objetivo de obter a certificação internacional RVA (Regenerative Viticulture Alliance). No entanto, menos de um ano após iniciar o processo, estou a considerar não prosseguir. Essa reflexão é o cerne deste artigo de opinião.</p>
<p>Independentemente da filosofia de produção, incluindo a agricultura convencional, todas compartilham algo em comum, inclusive o próprio termo 'Terroir'. Esse termo, comumente utilizado em estratégias de marketing ou nas descrições sensoriais dos vinhos, representa uma forma de 'Marketing de lugar', 'Pseudo-Terroir' ou 'Greenwashing de origem'. O que todas essas filosofias de produção têm em comum, assim como o 'Terroir' de um vinho, é o Homem. Ele é o elemento influenciador que, com conhecimento, inteligência, boas práticas, bom senso e um grande sentido de controle e monitorização, pode satisfazer de forma verdadeiramente sustentável os níveis ambiental, social e econômico. O mais crucial é garantir a sanidade e integridade do solo e da planta como base fundamental, seguida da sanidade e integridade do fruto e do vinho como fase intermediária, e finalmente, a sanidade e integridade do produto final e seu caminho até o copo. Nesse momento, o consumidor também desempenha um papel responsável, avaliando a qualidade do que consome e determinando o sucesso final.</p>
<p>Portanto, percebo-me como o principal responsável pelo meu processo produtivo. 'Da Terra... ao Copo!'® é minha responsabilidade aplicar todo o conhecimento para expressar o sentido de lugar do vinho, com a grande influência que tive em sua produção. Utilizo tudo o que sei e aprendi para aumentar a microbiologia do solo e sua capacidade de retenção de água, elevar a biodiversidade da cobertura vegetal, promover a interação dessa biodiversidade com a produção de uva, preparar extratos de plantas para fortalecer a videira e enriquecer a microbiologia e nutrição existente na pruína da uva, fundamental para a fermentação. Reutilizo resíduos e produzo meu próprio composto utilizando as lenhas da poda e os engaços, bagaços e borras de vinho, num esforço para manter uma economia circular.</p>
<p>Qual é o valor de uma certificação para mim? Acredito que seja limitado. Os processos e evidências que devo manter podem desviar-me do que é realmente importante. Ter alguém a fazer isso por mim ou implementar procedimentos e adquirir equipamentos inadequados ao meu tamanho levaria a uma insustentabilidade econômica, prejudicando todas as minhas boas intenções sociais, ambientais e empresariais. É isso que vejo na implementação do Referencial Nacional de Certificação de Sustentabilidade do Setor Vitivinícola. Como produtor em escala humana, vejo esses processos como úteis para leitura e estudo, para depois extrair o essencial e, junto com o que considero mais importante, interpretar a parcela e o ecossistema, encontrando a solução mais adequada à minha escala.</p>
<p>A certificação é útil? Claro que sim, principalmente para estruturas em que a motivação pessoal e a implementação de uma filosofia de vida ou empresarial sejam difíceis. Sim…, ser sustentável é uma filosofia de vida! E isso não pode ser certificado, ou pelo menos não pode ser imposto com regras importadas de outras realidades ou regiões.</p>
<p>Confesso que vejo a certificação apenas como uma forma de aprimorar processos, assim como foi minha formação e certificação em agricultura biológica. Mas acredito que o consumidor valorizará mais o nome do produtor e seus valores, especialmente a geração mais jovem que está a começar a consumir vinhos. Aquele que assina sua produção, validando e certificando a origem, o terroir, o processo de produção e a filosofia de produção.</p>
<p>Concluindo… “à mulher de César não basta ser, é preciso parecer”! Mas na sustentabilidade, parecer e não ser é também muito perigoso. Uma falsa aparência é facilmente desmascarada!</p>
<div id="wpfa-12378" class="wpforo-attached-file"><a class="wpforo-default-attachment" href="//paulocoutinho.wine/wp-content/uploads/wpforo/default_attachments/1701180353-Sem-Titulo.jpg" target="_blank" title="Sem-Titulo.jpg"><i class="fas fa-paperclip"></i>&nbsp;Sem-Titulo.jpg</a></div>]]></content:encoded>
						                            <category domain="https://paulocoutinho.wine/community/artigos-opiniao/">Artigos/Opinião</category>                        <dc:creator>Paulo Coutinho</dc:creator>
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                    </item>
				                    <item>
                        <title>O setor do vinho depois da pandemia - JN 3 de Maio de 2020</title>
                        <link>https://paulocoutinho.wine/community/artigos-opiniao/o-setor-do-vinho-depois-da-pandemia-jn-3-de-maio-de-2020/</link>
                        <pubDate>Sun, 18 Jun 2023 22:19:06 +0000</pubDate>
                        <description><![CDATA[Artigo completo aqui
 
É tempo para nos reinventarmos ou é tempo de executar o que realmente já deveríamos ter feito há mais tempo?
A atual pressão devido à pandemia sem dúvida que deu o ...]]></description>
                        <content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://paulocoutinho.wine/o-setor-do-vinho-depois-da-pandemia/" target="_blank" rel="noopener">Artigo completo aqui</a></p>
<p> </p>
<p>É tempo para nos reinventarmos ou é tempo de executar o que realmente já deveríamos ter feito há mais tempo?</p>
<p>A atual pressão devido à pandemia sem dúvida que deu o empurrão necessário a muitos casos do sector do vinho.</p>
<p>Não sendo o caso do meu projecto pessoal que independentemente da contingência seguiu em frente, e estava programado ter o seu lançamento no dia do pai às 24:00 horas do dia 18 de Março. Precisamente o dia do anúncio do primeiro estado de emergência.</p>
<p>A minha ideia de comercialização, tal como menciono no contra-rótulo, é a de chegar a um número suficiente de amigos para partilhar este vinho, pelo que planeava usar as várias redes sociais para chegar aos interessados no projeto. Os “<em>Web Friends</em>” onde se encontram reunidas as reais e as virtuais amizades.</p>
<p>No entanto, retomei os vídeos que já fazia antes, entrei tal como outros produtores nos <em>Instagram Live</em>, nos <em>Zoom talk</em>… tudo ferramentas que pareciam estar adormecidas ou apenas a serem utilizadas pelos <em>influencers</em>. De repente, todos passaram a tomar conta de ferramentas exclusivas de quem trabalhava a partir de casa. Vê-se de tudo! Quem já estava habituado a esta mediatização forçada e quem anda a dar os primeiros passos. De repente os CV’s que recebo dão enfase a este tipo de habilitação…</p>
<p>Produtores abrem lojas online e planeiam provas virtuais tentando chegar mais próximo aos consumidores e realmente vemos nos <em>Direct</em>, personalidades das mais diversas áreas a exibirem um copo de vinho tinto e tudo aponta para aumentos do consumo de vinho em casa!</p>
<p>Deixo como sugestão, precisamente dois tintos. O Paulo Coutinho Tinto 2016 recentemente lançado, para um registo elegante e descontraído, um tinto que nasce de uma vinha biológica e que dá muito prazer a beber a solo ou à mesa, e o Portal Colheita Tinto 2017 que foi recentemente destacado pela revista Wine Spectator como uma introdução impressionante para os tintos mais ricos do Douro e disponível na recém-lançada loja online QuintadoPortalShop.com.</p>
<div id="wpfa-12293" class="wpforo-attached-file"><a class="wpforo-default-attachment" title="Op1.png" href="//paulocoutinho.wine/wp-content/uploads/wpforo/default_attachments/1687126746-Op1.png" target="_blank" rel="noopener"><i class="fas fa-paperclip"></i> Op1.png</a></div>]]></content:encoded>
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